Viajantes...

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse: “Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

José Saramago

domingo, 25 de agosto de 2013

Semana Amazonica

Semana Amazônica

Dia 14 de agosto viajei à Amazônia, mais precisamente à Belém e Manaus.
Saí de Porto Alegre naquele dia com temperatura de 6 graus e em Belém fazia 32 graus; já era esperado mas foi um choque.
Belém tem uma área de aproximadamente 1 064,918 km², e tem uma população de cerca de 1.400.000 habitantes, a maior densidade demografica da região norte 1307,17 hab/km².
A cidade vivenciou o período áureo da borracha, no início do século XX, quando o município recebeu inúmeras famílias europeias, o que veio a influenciar grandemente a arquitetura de suas edificações, ficando conhecida na época como Paris n'América. Hoje, apesar de ser cosmopolita e moderna em vários aspectos, Belém não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial.
Belém é banhada pelo rio Guamá que deságua na Baía do Guajará, baía formada por diversos rios, desaguando no Oceano Atlantico.


Belém vista do avião

O aeroporto de Belém, capital do estado do Pará – Val de Cans – é pequeno mas moderno e funcional, seguindo um padrão dos aeroportos das capitais, com embarque no piso superior e desembarque no térreo, com uma pequena praça de alimentação e várias lojas. No piso térreo tem uma fonte d’água com cascata que nem sempre está funcionando.
Na saída do aeroporto existe uma parada de ônibus de onde deveria partir um microonibus – linha 600 - em vários horários,mas conforme informado não tem horário e pelo que apurei, nem está funcionando.
Um taxi até o centro da cidade custa em torno de quarenta reais mas se você não está com pressa e sem muita bagagem vale a pena pegar ônibus.
Você precisa apenas caminhar ate a rua próxima, avenida Pará – cerca de 100 metros - onde existe uma parada de ônibus e varias linhas levam ao centro: linhas 622, 624, 626, ao custo atual de R$ 2,20, exceto a 624 que é microônibus e custa em torno de 4 reais.
Os ônibus de Belém têm no parabrisa vários adesivos com indicação da linha e o itinerário.
Saindo do aeroporto o onibus passa por varias ruas dos bairro próximos onde o turista vai ficar impressionado ao ver pobreza e sujeira. Logo na primeira avenida existe um riacho onde caliça, lixo e materiais são depositados em suas margens em grandes quantidades.
Conforme o cobrador do ônibus me disse, o melhor ao chegar no centro é desembarcar nas docas pouco antes do Ver-o-peso, por questões de segurança. Para quem chega na cidade pela primeira vez esse tipo de informação é assustador.
Desembarquei na avenida Mal. Hermes, frente a praça Waldemar Henrique,  e subi a avenida Presidente Vargas.
No caminho para o hotel onde fiquei, bem e próximo à Praça da Republica e poucas quadras das docas - parei para almoçar num restaurante chamado Rei do Bacalhau.


Praça da República

Este restaurante - Rei do Bacalhau - é um dos poucos, se não o único, que fica aberto até tarde e tem almoço por kilo, pratos feitos e lanches. Um prato feito – frango grelhado, arroz e salada custa agora R$ 9,90; um prato de sopa R$ 3,50 e existe um prato chamado arroz com galinha, que na verdade se assemelha a um ”arroz à grega” e apenas alguns pedaços pequenos de frango e acompanhado de batata “chips” mas é uma boa refeição e custa só R$ 4,50.
É claro que minha primeira refeição em Belém foi acompanhada de um suco de acerola. Depois descobri que o suco de cupuaçu é tão gostoso que todos os dias pedia um.
O centro de Belém – centro histórico – é complicado. São ruas estreitas e área de comércio, onde convivem lojas legais e bancas de comércio informal, além de dezenas de vendedores de frutas, alimentos e outros produtos típicos.
Existem muitos mendigos e moradores de rua, que durante o dia convivem com o movimento normal mas a noite tomam conta das calçadas, o que torna complicado um passeio noturno pela região.


Igreja das Mercês - de 1640

No primeiro dia na cidade deixei a mochila na pousada, coloquei bermudas, passei bastante protetor solar e saí a rua.
Interessante comentar sobre a pousada; como diz o nome – Residencia B&B – na rua Tiradentes numero 23, não é um hotel, nem uma pousada tradicional nem um hostel. É uma residencia transformada para receber turistas, com duas opções: quarto de casal ou quarto para solteiro compartilhado. Mas o quarto compartilhado não se parece com quarto de hostel tradicional, com 6, 8 ou mais camas mas apenas duas camas.
Gostei bastante e recomendo; o atendimento é muito bom, o café da manhã razoável e dá pra se sentir “em casa”; tem uma area com jardim na frente, o wi-fi funciona bem, banheiros confortáveis e limpos, ar condicionado excelente – indispensável para o calor da cidade – e o melhor é a localização, a 20 metros da praça da República e 50 metros da parada de ônibus onde passam ônibus para diversos bairros, centro historico e até mesmo ao aeroporto.
No primeiro dia procurei conhecer o centro historico, as docas, e o famoso e tradicional Ver-o peso.
As docas são areas do antigo porto de Belém que foram modernizadas para atender o turista, com diversos restaurantes, lojas de artesanato e até uma cervejaria, mas que ficam praticamente vazias, talvez pelos preços praticados, bastante salgados.
A idéia era conhecer o tradicional Ver-o-peso, que conhecia dos livros escolares desde criança, mas a surpresa foi negativa. É muito menor do que imaginava, com muita sujeira, esgoto a céu aberto, mendigos, moradores de rua, ambulantes e urubus.


Ver-o-peso

Se em algumas cidades os pombos são uma praga, em Belém são os urubus que passeiam tranquilamente nas calçadas e em toda foto que fizer daquela área da cidade vai aparecer um deles.


Bando de Urubus no cais do Ver-o-peso


Passei pelo mercado, praça do Relógio, onde fica a sede do governo, e segui adiante até a praça Frei Brandão, onde se encontra a Catedral Metropolitana de Belém, Museu de Arte Sacra, Museu Casa das Onze Janelas e o acesso ao Forte do Presépio.


Praça Frei Brandão com Catedal Metropolitana ao fundo

O Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, popularmente referido como Forte do Presépio, domina a entrada do porto e o canal de navegação que costeia a ilha das Onças, e é o marco da fundação de Belém, datando de 1616.
Atualmente, nas instalações do Forte, o Museu do Encontro conta um pouco do início da colonização portuguesa na Amazônia. Exibe também peças de cerâmica marajoara e objetos indígenas. No interior de suas muralhas ficam expostos antigas peças de artilharia e munição.


Forte do Presépio

Do interior do forte, mais precisamente sobre o muro, têm-se uma vista privilegiada da cidade, do centro histórico, docas e Ver-o-peso.

Vista da cidade a partir do forte

No segundo dia fiquei surpreso em saber que era feriado na cidade. Feriado do “dia em que o Pará aderiu à independencia do Brasil”.
Fui a pé da pousada até a igreja de Nazaré, local que centraliza o famoso Círio de Nazaré, uma das mais importantes festas religiosas do país.


Igreja de Nazaré

Aliás, religiosidade é algo importante no norte do país, como pude observar. Não só pela dedicação do povo de Belém às festividades do Círio de Nazaré mas também pelo avanço das igrejas evangélicas. Num passeio – que contarei mais tarde – por uma ilha próxima, no trajeto do ônibus do porto até uma praia contei 21 igrejas, sendo 20 delas evangélicas.
Da igreja de Nazaré fui até o Museu Emilio Goeldi; não é exatamente um museum mas um misto de zoológico e jardim botânico, embora exista também o Jardim Botânico de Belém - Bosque Rodrigues Alves.
O Museu Paraense Emílio Goeldi é uma instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Desde sua fundação, em 1866,suas atividades concentram-se no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relacionados à região.e é bastante procurado pelos moradores, principalmente nos fins de semana. O ingresso custa dois reais
Além da flora amazonica, o parque abriga diversos animais, como onças, cobras, peixe-boi, macacos, tartarugas, jacarés e aves diversas.

 lago com plantas aquáticas


tartarugas

Como previsto, no terceiro dia me desloquei ao aeroporto para viagem a Manaus, capital do Amazonas.
Na chegada a Manaus chamou atenção o ônibus, parece saído de filme, com muitos enfeites, radio a todo volume e o motorista esquisitão
Também estranhei o transito na avenida Constantino Nery, que vai ao centro, que àquela hora, duas da tarde, estava congestionada.
O centro histórico de de Manaus é tomado de vendedores ambulantes e barracas de camelôs, onde se encontra de tudo, roupas, eletrônicos, bugigangas e comida.


calçada tomada por vendedores ambulantes

Manaus situa-se na confluência dos rios Negro e Solimões, que, ao se encontrarem, formam o grande rio Amazonas.
O Rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do Rio Amazonas, o mais extenso rio de água negra do mundo e o segundo maior em volume de água, atrás somente do Amazonas. O rio Solimões começa no Peru e, ao entrar no Brasil, no município de Tabatinga, recebe o nome de Solimões.
No primeiro dia em Manaus caminhei pelo centro histórico, me ambientando à cidade.
Fiquei hospedado no hotel 10 de Julho, na rua de mesmo nome, a poucos metros do Teatro Amazonas, ponto turístico obrigatório e símbolo da cidade. O teatro, inaugurado em 1896, é a expressão mais significativa da riqueza de Manaus durante o chamado Ciclo da Borracha.


Teatro Amazonas

Como já havia programado, no outro dia participei de uma excursão que pode ser agendada no próprio hotel. Uma van da agencia que organiza o passeio recolhe os turistas nos hotéis cedo da manhã para deslocamento até o porto da cidade; no meu caso era previsto a saída do hotel as 8:15, mas as 8 horas a van já estava no hotel.
O cais de embarque é no porto flutuante de Manaus; o porto flutuante é assim chamado devido sua construção, com equipamentos vindos da Europa, que possibilitam que o cais flutue conforme enchente ou vazante do rio.


Cais flutuante do porto de Manaus

O barco sai do porto na direção norte para possibilitar uma visão da cidade e depois toma rumo sul, em direção à confluência dos rios Negro e Solimões, onde observa-se um fenômeno chamado Encontro das Águas, destino obrigatório de todo turista.
As águas dos dois rios não se misturam imediatamente, seguindo lado a lado por cerca de 9 kilometros. Isto acontece devido à diferença da composição e densidade das águas.
As águas do rio Negro tem coloração escura por dois motivos: por correr em área de formação rochosa, onde não existe erosão, e devido à grande quantidade de material orgânico oriundo da floresta, ocorrendo liberação de ácidos que dão a coloração de chá às suas águas.
Já o rio Solimões, ao contrário, carrega material erodido das margens e suas águas são portanto barrentas. O Solimões é alimentado pelo degelo na Cordilheira dos Andes, o que influencia a quantidade de água e a composição das mesmas.


 Encontro das águas dos ros Negro e Solimões

do barco, observando o fenômeno

Há no rio Negro uma grande quantidade de postos de combustíveis flutuantes e isso se explica por ser o barco o grande meio de transporte na região.


postos de combustíveis flutuantes

Depois do encontro das aguas, o passeio continua até um restaurante flutuante, onde é feito a troca de barco, deixando o barco maior e seguindo em pequenos barcos para oito pessoas, chamados de rabetas.
No deslocamento observa-se as comunidades ribeirinhas e duas formas de moradias: as palafitas, casas erguidas sobre troncos, bastante elevadas para evitar as cheias dos rios, e as casas flutuantes que acompanham a variação do nível das águas.


comunidade de casas flutuantes

Existem escolas, bares, mercados e até boates flutuantes.
Nas rabetas é feito deslocamento por igarapés e igapós, onde observa-se a floresta com todas suas particularidades.
Diferenciando: igarapé é um canal ou braço de rio – em Tupi: caminho das canoas (igara = canoa e pé = caminho) e igapó que é a área inundada da floresta – em Tupi, raiz d’água (y = água e apó = raiz).


Igapó

Em um igarapé, ficamos aguardando um barco que teve problema no motor e teve de ser substituído e surgiram, não sei de onde, meninos em canoas minúsculas a remo, vendendo bombons artesanais de chocolate com recheio de frutas típicas da região.


navegando num igapó com uma Samaúma (árvore da vida) ao fundo

Impressionante a destreza dos barqueiros em deslocar as rabetas em alta velocidade pelos igapós, ziguezagueando entre árvores.
Fomos até uma espécie de shopping flutuante, onde os natives vendem artesanato produzido no local e onde são mantidos em viveiro vários espécimes de Pirarucu.
O Pirarucu é considerado o maior peixe de água doce do mundo e pode respirar tanto na água como for a dela. É considerado um fóssil vivo porque enquanto os demais peixes sofreram modificações durante a evolução, a família do Pirarucu continua como era a 100 milhões de anos.
Próxima atração, uma lagoa em meio a floresta para visualizar a Vitória-régia. A Vitória- régia possui uma grande folha em forma de círculo, que fica sobre a superfície da água, e pode chegar a ter até 2,5 metros de diâmetro e suportar até 40 quilos.


 lago com muitas Vitória Régia

jacaré tomando sol

Nesse local é grande a quantidade dessa planta e portanto local preferido das empresas de turismo da região para excursões, existindo inclusive no local uma passarela de madeira para acesso por sobre a área alagada.
Além das plantas, existem jacarés no local e pudemos observar um grande jacaré tomando sol além de piranhas saltando sobre a água.
Após retornamos ao restaurante flutuante para almoço; no cardápio, filé de Pirarucu e depois o retorno a Manaus.


almoço: filé de Pirarucu, baião-de-dois e farofa

Nesse dia, a tarde, ainda deu tempo de caminhar pela cidade até um parque junto ao Igarapé de Manaus e conhecer o Palácio Rio Negro, antiga sede do governo.


 Palácio Rio Negro



No dia posterior, domingo, passeio pelos pontos turísticos da cidade e visita à feira do centro. Nos domingos, a avenida Eduardo Ribeiro é fechada aos veículos para uma feira onde você encontra artesanato, produtos da região e várias barracas de comida.
No dia 19 tirei a manhã para descansar e à tarde fui conhecer a ponte do rio Negro.
A Ponte Rio Negro é a maior ponte estaiada do Brasil e a segunda maior ponte fluvial no mundo, e liga Manaus a Iranduba. Tem 3.595 metros de extensão e 126 metros de altura no vão central. O mastro central apóia dois vãos de 200 metros para cada lado, necessário para facilitar a navegação.


Ponte do Rio Negro

Conforme o governo, a ponte traria oportunidades de desenvolvimento socioeconômico para o interior, mas os comerciantes de Iranduba dizem que só o que chegou até agora foi aumento da violência e criminalidade.
Uma dificuldade em Manaus é conseguir informação; ou as pessoas não sabem ou passam informação errada, por desconhecimento. Para ter certeza de qual linha de ônibus deveria pegar para chegar à ponte, pois ninguém sabia, perguntei a um agente de trânsito que encontrei na avenida Getúlio Vargas e o mesmo informou que seria a 120.
Dentro do ônibus 120 descobri que não era aquele e conforme o cobrador, seria a 126. Só na volta que descobri que na verdade é a 124.
Esse da linha 120 me deixou a cerca de 3 kilometros da entrada da ponte e uma caminhada sob o sol não é fácil. A idéia era caminhar até o vão central da ponte mas desisti, não tanto pela distancia mas pelo calor.
Cheguei ao hotel em torno de 17 horas e depois de um lanche fui dormir, pois deveria estar no aeroporto as 5 da manhã.
Havia combinado com a recepção do hotel que o táxi deveria estar a disposição as 4 e meia mas o mesmo não apareceu; foi necessário ligar para chamar outro. O táxi combinado é conveniado com o hotel mas conforme a recepcionista, o motorista costuma "tomar umas".
O item alimentação é complicado em Manaus; os preços são elevados e não existem muitas opções de restaurantes e lancherias, principalmente no centro e a noite. Existem barraquinhas que vendem tacacá e outras comidas típicas mas eu não quis arriscar.

Retornei a Belém no dia 20 pela manhã, fui direto ao hotel largar a mochila, almocei no Rei do Bacalhau e próximo do meio dia fui de barco à Barcarena.
Barcarena é um importante pólo industrial, onde é feita a industrialização, beneficiamento e exportação de caulim, alumina, alumínio e cabos para transmissão de energia elétrica.
A viagem até Barcarena dura cerca de uma hora e 10 minutos e custa R$ 8,00. Por sugestão de uma moça que viajava ao meu lado, não desembarquei lá, seguindo até São Francisco, cerca de 10 minutos mais de viagem.
Junto ao porto existe um terminal de ônibus (micros) que levam até Vila dos Cabanos e fim da linha na praia do Caripy.
A Vila dos Cabanos é um povoado planejado, construído para abrigar os funcionários e familiares das empresas Alumínio Brasileiro (ALBRAS) e Alumina do Norte do Brasil (ALUNORTE), ambas pertencentes à Companhia Vale do Rio Doce (Vale) em sociedade com outras empresas privadas. A Votorantim também atua na área.
A praia do Caripy é bastante movimentada em fins de semana, mas como fui numa terça-feira, estava vazia; apenas dois meninos brincavam na água e um casal fazia fotos na areia.


 Praia do Caripy sob um sol de quase 40 graus

 Descansando à sombra

 Caripy

extremidade oeste do Caripy

Na volta, já estava no ônibus quando começou a chover. Perdi a balsa por questão de 3 minutos e tive de esperar a próxima, uma hora depois.
O retorno à Belém demorou mais tempo porque a maré estava baixa e o barco passa por um canal (furo) no meio da ilha onde o calado fica menor quando as águas baixam e é possível que o barco fique encalhado.


margens do canal de navegação

Em alguns trechos o barco deslocava-se muito devagar, somente aumentando a velocidade depois que saiu daquele canal, já de frente para a cidade.


cidade vista do rio

No outro dia, último na cidade, apenas caminhei pelo centro e me organizei para a viagem de volta.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

"Não existem países estrangeiros - só o viajante é estrangeiro!"

Robert Louis Stevenson